Relatório de análise de alguns ambientes virtuais de aprendizagem

Caracterizando-se Educação a Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos, possuindo características especiais posso destacar duas delas;
– o uso intensivo da tecnologia de informação, com problemas advindos das dificuldades de adaptação, dificuldades culturais etc.
– a segunda característica é a dificuldade de contato entre aluno e formador gerando desconfianças de ambos os lados.
Neste sentido, o primeiro obstáculo a ser superado é o cultural, pois a modalidade EaD supõe o domínio e a compreensão da dinâmica própria do ensinar e do aprender em ambientes virtuais, em que outras mediações estão presentes face à ausência de situações tradicionais da educação formal (sala de aula com carteiras, sincronicidade, quadro de giz etc.). Os formadores têm dificuldades na adaptação à tecnologia e na aceitação das novas demandas deste novo ambiente que exige uma participação muito maior e com um agravante: esta participação não é contínua e também não é simultânea, dificultando bastante a comunicação.
Isto exige mudanças nos métodos didáticos e pedagógicos e leva o professor a repensar os métodos de avaliação, dado que a tradicional avaliação presencial mostra sinais de desgaste neste novo ambiente.
Outro desafio é o acesso contínuo a várias fontes de informação, exigindo um esforço muito grande para a atualização do docente a fim de poder exercer a função de coordenador/orientador do processo ensino/aprendizagem.
Dentro deste contexto fiz uma análise superficial de algumas das plataformas apresentadas nas orientações gerais, experimentei as plataformas do ponto de vista do aluno. Plataformas LMS(moodle, lore, schoology,goolge sites, learn dash): algumas somente permitem acesso ao tutorial, tentei localizar as facilidades de participação nos fóruns, privacidade do grupo, disponibilização de documentos. Nas plataformas de social learning não fiz exploração devido a dificuldade de acesso (problemas com a rede de internet). Quanto as plataformas individuais achei bastante interessante e facilitadoras por oferecerem a vantagem de se adaptar com facilidade ao público alvo e serem de utilização simples. Plataformas colaborativas a vantagem é o fácil acesso e no caso do twitter a rapidez da troca de informações.
Tendo em vista, o público alvo do módulo por mim elaborado, optei por realiza-lo através da Rede Social Facebook, onde criei um Grupo(https://www.facebook.com/groups/mepl7cursoalfabetizacao/ .) para a implementação do mesmo de acordo com as orientações gerais disponibilizadas abaixo.

Orientações Gerais
Curso de aprofundamento em alfabetização
Grupo de Estudos no Facebook

Modalidade à distância com todas as atividades online (síncronas e assíncronas)

Objetivo: Auxiliar professores do Ensino Fundamental I no trabalho com classes de alfabetização.

Público alvo:Professores alfabetizadores e demais interessados

Início: 22 de junho de 2014
Duração: 4 semanas

Avaliação:
Os estudantes serão avaliados por sua participação nos espaços de discussão.
Pela realização dos trabalhos propostos.
Por sua auto-avaliação.
Por uma hetero-avaliação.

Certificação:
Será emitida uma declaração de participação em nome do aluno e assinada por Rossana Ricardo Marinho ( Mestranda em Pedagogia do E-learning/ UAB – PT, Pedagoga/ CCHS – BR , Psicopedagoga/ UERJ – BR , Especialista em Educação Infantil – CCHS – BR)

Calendário:
1ª semana 22 a 28 de junho de 2014
2ª semana 29 de junho a 05 de julho de 2014
3ª semana 06 a 12 de julho de 2014
4ª semana 13 a 19 de julho de 2104

• Dia 22 de junho às 21 horas (horário de Brasília-BR) acontecerá um bate-papo de apresentação dos membros do grupo.

Desenvolvimento

Primeira semana
Teorias e métodos de alfabetização

• Trabalho em grupo sobre as diferentes teorias de alfabetização
• Fórum de debate sobre o tema (comentários)
A turma deverá construir uma wiki com os diferentes produtos dos grupos

Segunda semana
A criança frente à leitura e escrita

• Leitura das referências
• Fórum de debate sobre o tema (comentários)
Artigo individual com sua visão sobre o assunto, disponibilizado como arquivo para o grupo

Terceira semana
Professor alfabetizador

• Pesquisa individual sobre o assunto
• Elaboração de uma enquete a ser distribuída a alguns professores.
• Fórum de debate sobre o tema (comentários)

Elaboração de um power point ou prezi, individual, com o resultado e análise da enquete e disponibilizado como arquivo para o grupo.

Quarta semana
Avaliar na alfabetização

• Pesquisa bibliográfica sobre o assunto
• Fórum de debate sobre o tema (comentários) Apresentação de uma bibliografia anotada com dois itens, não mencionados nas referências, sobre o tema . Disponibilizado como arquivo para o grupo.

Avaliação
Auto avaliação = 10%
Hetero avaliação = 10%
Wiki = 20%
Artigo = 20%
Power point ou prezi = 20%
Bibliografia anotada= 20%
Cada item será dividido em cinco categorias A, B, C, D, E ( do melhor aproveitamento para o pior) e a percentagem dos pontos distribuída igualitariamente entre os conceitos.

Recursos para os trabalhos:
• Ferreiro, E. Psicogenese da língua escrita. Porto Alegre. Artmed. 1999
• Jolibert, J. Formando crianças leitoras. Porto Alegre. Artmed 1994
• Kaufman, AM. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre. Artmed. 1995
• Morin, E. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 2011
• Perrenoud P., 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre. Artmed. 2000
• Pereira, Juliana Aparecida Dumont1; Ferreira, Helena Maria2.CONSTRUTIVISMO: (DES)METODOTIZAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO .http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-escola/apoio/Construtivismo-desmetodizacao-do-processo-de-alfabetizacao.pdf
• ALFABETIZAÇÃO HOJE: TEORIAS, CONCEPÇÕES VIGENTES E PRÁTICAS DOCENTES DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES. III ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO UNISALESIANO .Educação e Pesquisa: a produção do conhecimento e a formação de pesquisadores http://www.unisalesiano.edu.br/simposio2011/publicado/artigo0147.pdf
• Alfabetizador na linha de frente http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/193/alfabetizador-na-linha-de-frente-288345-1.asp
• A oralidade que faz escrever http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/146/artigo234592-1.asp

IMPORTANTE
Regras para os post no grupo
As regras de boa convivência social são as mesmas em qualquer espaço. Respeito, cooperação, cortesia, amizade e incentivo ao próximo são muito bem vindos.

1 – Evitar utilizar abreviaturas ao escrever (ex.: vc =você, tb = também, etc.)
2 – Evitar o excesso de emoticons, desfoca o objetivo.
3 – Evitar escrever toda palavra em maiúscula (significa gritar) não é de bom tom.

Para otimizar o acompanhamento das disciplinas e concluir as atividades propostas, consolidei o “Módulo Alfabetização” para compor o instrumento que será utilizado para a avalição nas disciplinas.
O módulo é simples e curto. Seu foco é de aprofundamento e a escolha da rede social recaiu pela facilidade de acesso do público alvo e do conhecimento dessa ferramenta pelos alunos e por mim, tornando assim mais rápido e fácil sua execução e seu desenvolvimento, não sendo necessário um período de adaptação a plataforma. Além de pode ser acessada através de tablets ou telefones celulares fazendo com que haja rapidez e aproximação entre os alunos e entre alunos e professor, facilitando o esclarecimento de dúvidas e partilha de informações, recursos e conteúdos.

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Comunidades, redes e grupos virtuais – novos espaços de aprendizagem

Pensar, refletir, analisar discutir é o grande desafio que se apresenta aos educadores da atualidade sobre as possibilidades e resultados da utilização da web no processo educacional. Pois a educação do futuro é aquela que deve proporcionar a formação de cérebros para a cooperação, para a relação harmoniosa entre os seres que habitam o nosso planeta e ainda, é aquela que prepara pra a vida, para tomar decisões, pra integrar conhecimento. Trata-se de uma educação que prepara o indivíduo para agir, não apenas reagir: planejar e não apenas executar. E diríamos ainda: criar e desenvolver a intuição e a sensibilidade.
Hoje, as tecnologias digitais de informação estão cada vez mais presentes em todos os segmentos da sociedade, concorrendo para que surjam novas formas em relação à produção e aquisição de saberes. Assim, surgem novos processos, tais como a aprendizagem e o trabalho cooperativos assistidos por computador, que se traduz em aprendizagem cooperativa. Isso nos leva a uma realidade possível, onde cursos e treinamentos são ministrados à distância, e o trabalho pode ser efetuado por pessoas que estão em diferentes locais.
A presença de três princípios faz com que o crescimento do ciberespaço se torne possível. São eles:
• a interconexão;
• a criação de comunidades virtuais;
• a inteligência coletiva.
A interconexão é fundamental, pois não é possível pensar em ciberespaço sem a ideia de rede. Por outro lado, para o funcionamento da grande rede de informação a que chamamos Internet, é necessário que todos os computadores estejam conectados e se comunicando entre si. O segundo princípio, diz respeito à própria construção de massa crítica representada pelo número cada vez maior de pessoas, que se reúnem por interesses em comum, participando de listas de discussão. E neste processo vão construindo novas formas de opinião pública. É salutar lembrar que sem a interconexão o diálogo entre pessoas de uma mesma comunidade virtual e das comunidades virtuais entre si seria impossível
O conceito de comunidade é imensamente discutido na área social, mas há apenas um elemento com o qual todos os autores, invariavelmente, concordam: o fato de que se refere a um grupo de pessoas. Ao mesmo tempo, o conceito de rede social também se refere a uma metáfora estrutural para a observação de atores e suas relações. Ou seja, ambos os conceitos referem-se diretamente à existência de um grupo social.
As comunidades virtuais de aprendizagem realizam comunicações interativas, onde
as normas, os valores e os comportamentos são definidos na própria comunidade. As comunidades virtuais de aprendizagem foram gestadas no espaço midiático da Internet e representam novas possibilidades para o
processo de ensino e aprendizagem, tanto no âmbito da educação formal (escolas tradicionais) como no da educação não formal (educação comunitária, educação para avida).
Considera-se comunidade virtual de aprendizagem redes eletrônicas de comunicação interativa, organizada em torno de um projeto mútuo. Elas são constituídas a partir de interesses comuns de conhecimento estabelecidos em um processo cooperativo.
A rede é constituída pelos atores – as pessoas- e as interações que são trocadas, compreendendo a comunidade virtual como um tipo específico de grupo social (e portanto, de rede social). As ferramentas de rede permitem as pessoas a conhecer, interagir e compartilhar ideias, artefatos e interesses com o outro.
A rede social até a presente data tem encontrado aplicações principalmente nos contextos de aprendizagem informal e de entretenimento no entanto, há um interesse crescente na sua utilização na educação formal presencial, à distância e modos misturados.
O futuro de uma aprendizagem enriquecida pelo recurso das tecnologias da informação não se encontra apenas na “produção de conteúdos”, na “distribuição de conteúdos” – ou, como abusiva e mecanisticamente se dizem, na “transmissão” de conhecimento – a partir de grandes repositórios electrónicos de “saber” para as cabeças vazias dos aprendentes. Está, sim, a nosso ver, em tornar possível a construção de saberes pelos próprios aprendentes, em ambientes ativos e culturalmente ricos – ambientes que raramente existem no contexto escolar, que o recurso inteligente a novos media pode reforçar e nos quais se aplicam paradigmas completamente distintos dos do passado.
Anderson, coloca que as aplicações de redes sociais em de e-learning servem a três funções amplas a que ele se refere como a socialização, partilha e peregrinando.
Como todas as tecnologias, o uso de redes sociais apresenta tanto oportunidades quanto desafios para educadores e alunos. , algumas instituições de ensino e locais de trabalho desencorajam ativamente ou bloqueiam o acesso a sites de redes sociais em tentativas equivocadas para restringir a exploração aluno e o uso dessas ferramentas potencialmente distração. Em segundo lugar, a rede social é nova e pode desafiar os alunos e professores. Em terceiro lugar, a rede social é uma tecnologia muito perturbadora, que desafia muitas das nossas noções de privacidade, individual e controle institucional – geralmente movendo o controle da instituição e do professor para o aluno. Em quarto lugar, a rede social oferece ferramentas que podem ser usadas para o plágio, a fraude, assédio e outros tipos de má conduta acadêmica e social. Nenhum desses desafios são insuperáveis, mas destacam os desafios de implementação rápida e atacado e apontam para a necessidade de projetos-piloto que orientam as políticas de adaptação, treinamento e desenvolvimento de apoio.
O uso de redes sociais evolui um processo de exploração e de aprendizagem para todos os participantes. Muitas das tecnologias e suas aplicações são emergente, que significa que é impossível prever em detalhes quais serão os resultados de seu uso. Assim, os educadores devem estar pilotando aplicações educacionais em seus cursos para oferecer oportunidades para si e para os seus alunos a explorar e avaliar o efeito das redes sociais ferramentas usar na sua aprendizagem formal e informal.
A educação dos nossos dias decorre, e pode decorrer cada vez mais, em espaços comunitários. As nossas salas de aula e as nossas escolas reúnem, já, várias das condições necessárias para, se nos empenharmos, as transformarmos em efetivas comunidades de aprendizagem. Os espaços virtuais de aprendizagem electrónica que o “e-learning” nos promete poderão oferecer ainda mais condições, se evitarmos reduzi-los a visões que os aproximam dos modelos mecanicistas ainda prevalecentes.
É nesse sentido que acreditamos que o grande desafio da escola do futuro é o de criar comunidades ricas de contexto onde a aprendizagem individual e coletiva se constrói e onde os aprendentes assumem a responsabilidade, não só da construção do seu próprio saber, mas também da construção de espaços de pertença onde a aprendizagem coletiva tem lugar.

Referências:

Anderson,T.(2009). Social Networking in Education. http://terrya.edublogs.org/2009/04/28/social-networking-chapter/

Etienne Wenger,E., Trayner, B & Laat,M. (2011) Promoting and assessing value creation in communities and networks: a conceptual framework, Ruud de Moor Centrum: Neederlands.

Figueiredo, A.D. (2002). Redes e educação: a surpereendente riqueza de um conceito, in Conselho Nacional de Educação (2002), Redes de Aprendizagem, Redes de Conhecimento, Conselho Nacional de Educação, Ministérios da Educação, Lisboa.