A sala de aula invertida- o futuro da educação já existe?

Abstract:

 

The inverted classroom : does the future of education already exist?

 

This article seeks to study the extended concept of inverted classroom at basic and college ( graduation ) education.On this type of classroom, the idea of using recently popularized technological resources such as videoclasses or the virtual settings of certain courses, so that the student can access the contents ( subject matter) at home. This way, time spent on classroom can be reserved  ( destined / used)  to the advance ( progress)  of teacher’s  and student’s learning , by doing exercises, solving doubts or debating theme’s contents. Technology promoters have been attracted  by this educational view. Current educational system was conceived based on available technological resources at that time. Now, we sought that more people can study, and that it  can be economically possible. The question is: Considering the technology available today,could not we do it better?

 

 

Resumo:

Este artigo pretende estudar a expansão do conceito de sala de aula invertida na educação básica e também na educação superior. Onde se difunde a ideia de usar os recursos educacionais recentemente popularizados pela tecnologia, como as videoaulas ou ambientes virtuais de determinados cursos, para que o aluno tenha contato com o conteúdo em casa. Assim, o tempo da sala de aula fica liberado para que professores e alunos avancem no aprendizado, seja fazendo exercícios, tirando dúvidas, promovendo debates. Essa nova fase da educação tem atraído o interesse de fornecedores de tecnologia. O atual sistema educacional foi concebido com a tecnologia que estava disponível, hoje queremos que mais pessoas sejam educadas e que isso seja economicamente viável. A pergunta é: não podemos fazer melhor, levando em consideração a tecnologia que temos à nossa disposição hoje?

Palavras-chave: EAD, Sala de Aula Invertida, Inovações Metodológicas em Educação, Estilos de Aprendizagem.

 

 

 

Introdução

Pode ser que você a se pergunte se a Sala de Aula Invertida não é mais um modismo que aparece para logo cair no esquecimento. Não parece um modismo e não parece que  cairá no esquecimento. A sala de aula invertida veio para ficar, pois se trata de um novo modelo de ensino e aprendizagem.

A Educação a Distância (EAD) é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil atual, dado confirmado pelo Censo da Educação Superior de 2010 (INEP, 2011). A EAD “pode ser uma valiosa ferramenta em prol da democratização do ensino no Brasil, mas para isso é necessário que se busque a constante melhoria de sua qualidade – elemento que também deve perpassar a educação presencial”. Um dos pontos essenciais para a constante melhoria dos cursos oferecidos nesta modalidade é, sem dúvida, pensar uma organização curricular que seja específica para ela, e não apenas a transposição do modelo da escola tradicional – centrado na aula expositiva – advindo do ensino presencial. E é aqui que encontra-se a Sala de Aula Invertida

No momento em que se desenvolve uma nova modalidade de ensino, espera-se que se tome como referencia os estudos na área de educação já realizados, porém por ser nova no contexto educacional brasileiro, urge pensar a EAD de outro modo, próprio das possibilidades e limites que ela tem. Estudos da Fundação Victor Civita (2012), apontam que um avanço nas propostas curriculares nesta modalidade seria a proposição de modelos semipresenciais, que permitiriam ao aluno conciliar as vantagens da EAD (autonomia de tempo e espaço para estudar) com a riqueza da vivência de um espaço acadêmico, que é favorecido pelo ensino presencial. Desde então, vêm aumentando os esforços para a disseminação deste conceito com grande reconhecimento no meio da educação nos Estados Unidos, tendo inclusive criado uma organização para tal objetivo, a Flipped Learning Network, que pode ser visitada em http://www.flippedlearning.org.

Pensar um currículo misto, que concilie as positividades das modalidades presenciais e a distância, precisa, no entanto, superar a tendência de superposição dos modelos assim como, refletir criticamente sobre os elementos a serem mantidos (interação professor x aluno x colegas, atividades em grupo, feedback instantâneo, obrigatoriedade da presença as atividades de aprendizagem, entre outros) e aqueles que precisam ser aprimorados (uso de tecnologias da informação e comunicação, materiais pedagógicos dialógicos, uso de ambientes virtuais de aprendizagem.

Referencial teórico

O modelo de educação que impera na grande maioria das Escolas é o mesmo do início do século 20. Este modelo chamado de 2.0, pelo Professor Jim Lengel, da Universidade de Nova York, foi criado para atender o  modelos de trabalho da época que eram todos trabalhando o dia inteiro, fazendo a mesma coisa, na mesma hora, não podiam interagir e eram severamente fiscalizados.

No modelo tradicional de educação, os alunos devem assistir as aulas passivamente, o professor realiza toda a explanação dos conteúdos e as tarefas são realizadas em casa.

Já  o conceito de sala de aula invertida não foi desenvolvido e articulado por Salman Khan, pesquisadores já estudam o método desde 1990, no entanto foi em 2007 que  o conceito de sala de aula invertida se popularizou com os professores como Karl Fisch e Jon Bergman/Aaron Sams que começaram a gravar vídeos e criar Power Point com voz e animação  e disponibilizar na internet para os alunos que faltavam.

Neste modelo o professor cria a sua aula em vídeos e/ou outros formatos tais como podcasts, blogs, utilizando as seguintes ferramentas: Google Drive, Dropbox, Facebook, Twitter, Youtube, Slideshare, sites Wiki e os alunos acessam em casa, na hora que desejarem, e quantas vezes quiserem.

Metodologia

Após a pesquisa em torno de materiais disponíveis em diversos sites e artigos de pesquisas em revistas eletrônicas, observo que o mundo apresenta necessidades de indivíduos que possam trabalhar em pequenos grupos para solucionar grandes problemas utilizando ferramentas digitais e que, principalmente estejam preparados para desempenhar multitarefas sem a supervisão de um fiscal, quer seja o professor ou o chefe.

Resultados

A Escola precisa mudar o atual modelo de educação para outro que vá de encontro às novas demandas da sociedade, e é aí que entra a sala de aula invertida.

Enquanto se debate a criação de um novo modelo de ensino, mudanças vêm ocorrendo naturalmente. Certas instituições estão investindo em videoaulas, games e laboratórios inovadores, posso citar no Brasil a  PUC-Rio, por exemplo,onde estudantes usam celular para tirar foto do quadro ou até para filmar uma explicação mais importante do professor. No Colégio Notre-Dame do Recreio, todos os gadgets são liberados como ferramentas de estudo. São usados pelos alunos para fazer anotações e pesquisas na internet. A ideia é se aprofundar nos temas didáticos, com orientação do professor.

As próprias escolas e universidades, isoladamente, vêm testando novidades para dinamizar o ensino. As ferramentas são muito novas e não se sabe ainda onde concentrar investimentos. Uma parceria entre o curso de Relações Internacionais da PUC-Rio e o Departamento de Educação à Distância, por exemplo, permite utilizar vídeos e interatividade na cadeira de Introdução à Política Internacional.

Conclusões

Com a sala de aula invertida, a responsabilidade de aprendizagem é transferida do professor para os alunos. Veja abaixo o que a sala de aula invertida pode fazer por sua turma:

Os alunos tendem a ter um melhor desempenho quando controlam o quando, onde e como eles aprendem.

O professor não é mais o detentor do conhecimento, mas sim o mediador que orienta e guia, enquanto os estudantes são os aprendizes ativos reais de todo o processo.

Com os vídeos e aulas interativas os alunos podem acessá-los em casa antes da aula no momento que quiserem

O tempo em sala de aula pode ser utilizado para a coleta de dados, colaboração e aplicação dos conceitos.

A classe torna-se um lugar para os alunos trabalharem com os problemas, avançar conceitos, e se envolverem na aprendizagem colaborativa.

A sala de aula invertida possibilita que o professor crie oportunidades de aprendizagem que envolva muito mais todos os alunos

Os alunos com dificuldades de aprendizagem caminham em ritmo próprio, participando dos grupos colaborativos que mais atendam suas necessidades.

A sala de aula invertida possibilita que os jovens que são mais tímidos ou que ficam envergonhados de esclarecerem dúvidas durante a aula, possam, por meio dos vídeos, tutoriais reverem as aulas quantas vezes forem necessárias sem temer gracejos por parte dos colegas.

Os alunos tem acesso imediato e fácil a qualquer tópico quando precisam, deixando assim, o professor com mais oportunidades de expandir e enriquecer os momentos de produção colaborativa.

Considerações finais

Mudar o que está sendo feito há tantas décadas exigirá uma mudança de postura não só de professores, mas também dos alunos.  Afinal os princípios da interdisciplinaridade e da flexibilização devem estar bem presentes para se desenvolver um modelo de aprendizagem colaborativa.

 

Referências bibliográficas

http://www.uned.es/revistaestilosdeaprendizaje/numero_12/articulos/articulo_8.pdf

http://www.grupouninter.com.br/intersaberes/index.php/revista/article/view/499

 

Sites consultados

http://www.sosprofessor.com.br/blog/sala-de-aula-invertida/

http://oglobo.globo.com/educacao/a-sala-de-aula-com-novos-formatos-em-tempos-digitais

https://www.institutoclaro.org.br/blog/10-posts-para-voce-se-aprofundar-na-sala-de-aula-invertida/

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