Recursos educacionais abertos

Bibliografia anotada
REA Brasil

SANTOS, Andreia Inamorato dos, perspectivas para Recursos Educacionais Abertos no Brasil: (Livro Eletrônico): o estado da arte, desafios e perspectivas para o desenvolvimento e inovação/ Andréia Inamorato dos Santos; (tradução DB Comunicação) – São Paulo , 2013 – 1,6 Mb – PDF

 

O livro pretende divulgar as experiências com REA de alguns países não falantes de língua inglesa para a comunidade internacional, registrar parte da história do desenvolvimento dos REA no Brasil.

Propõe uma reflexão sobre o potencial dos REA no Brasil e uma visão em termos de política pública educacional.

É feita , também, uma distinção entre repositórios de conteúdos digitais gratuitos disponíveis na rede e os REA.

A autora espera levar a educadores e pesquisadores uma perspectiva de REA que seja global, em consonância com uma abordagem sistêmica integrada em vários níveis educacionais, como uma engrenagem que tem o potencial de contribuir para impulsionar o desenvolvimento da educação brasileira.

O estudo apresentado é um panorama geral do cenário educacional no Brasil, a política nacional de educação e as estratégias para uso das TICs na educação, aborda ainda diversas questões comuns ao ensino básico e superior que podem ser aplicadas a outros países em desenvolvimento que estejam em processo de experimentação com o conceito de REA e queiram desenvolver uma abordagem coerente para ampliar o uso de conteúdo educacional aberto no ensino formal, não formal e informal.

REA praticas

SANTANA, Bianca. ROSSINI, Carolina. PRETTO, Nelson de Lucca (organizadores). colabRecursos Educacionais Abertos – práticas colaborativas e políticas públicas – primeira edição, primeira impressão – Salvador Edufba, São Paulo, Casa da Cultura digital 2012, 246 p

 

Este livro é uma coletânea de textos com reflexões teóricas, experiências e depoimentos, e entrevistas sobre recursos educacionais abertos,

Os organizadores pretenderam fortalecer o diálogo no Brasil sobre REA e sua importância na sociedade da informação, para isso passearam por diversos temas, inluindo as tecnologias digitais e a comunicação na sociedade contemporânea.

Nos onze artigos escritos por profissionais de diversas áreas do conhecimento, que compõem o livro existem abordagens bastante próprias, possibilitando a construção de uma visão ampla do que sejam REA, com a possibilidade trazida pela ampliação do acesso a internet em todo o mundo. Em alguns textos encontramos a negação da escola presencial, em outros temos o olhar para dentro da sala de aula e ainda o aspecto investigativo sobre as políticas públicas que associam a educação com a cultura, comunicação e com o desenvolvimento industrial, científico e tecnológico.

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CIBERCULTURA – um pequeno estudo

Por Rossana Marinho

Entendendo o conceito de cibercultura como a forma sociocultural que se espelha na relação de trocas entre a sociedade englobando a cultura e as novas tecnologias de base, onde destacamos as comunidades como propulsoras da popularização da internet, por exemplo, além de outras tecnologias.

Podemos dizer que a cibercultura é uma nova maneira de compreender as relações tecnológicas que se estabelecem na sociedade. Ela é um espaço de comunicação, uma migração do mundo real para o imaginário que possibilita aos indivíduos uma gama infinita de criação e recriação do seu próprio espaço social.

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Desde o final da década de 90, a introdução da tecnologia de informação e comunicação na educação é aceita por sistemas de ensino em todo o mundo como uma etapa do desenvolvimento educacional na história da humanidade. Neste sentido os governos nacionais têm investido maciçamente na compra de equipamentos, softwares e formação docente contínua, à medida que surge recursos tecnológicos inovadores.

Pierre Lévy, um dos mais influentes filósofos da atualidade, que trabalha a questão da cibercultura e da inteligência coletiva; é um otimista das novas tecnologias de comunicação e acredita que a humanidade, pelo fenômeno da popularização da internet caminha para a construção de um novo espaço do saber, no qual todos os seres humanos estarão interligados em tempo real. Para que isto aconteça é necessário que implementemos mudanças urgentes no ensino tradicional, reconfigurando práticas educomunicativas de acordo com o novo cenário sócio técnico atual, frente ao aparecimento de novas formas de comunicação interativa e da quantidade enorme de conteúdos informativos na rede.

A cibercultura também se faz presente na educação por meio de múltiplas linguagens, múltiplos canais de comunicação e em temporalidades distintas. Apesar dos evidentes benefícios para o processo de ensino-aprendizagem, devemos repensara a influência da internet e das novas tecnologias em nossa cultura, conscientes de seus pontos fortes e fracos.

Podemos encontrar exemplos cibercultura cultura em diferentes aspectos dentro da web. As comunidades de aprendizagem seria um deles – os cursos em EAD e e-Learning dos centros de aprendizagem das Universidades a nível mundial, como também o REAs, blogs, wikis etc. As redes sociais que fazem parte do dia-a-dia das pessoas que as utilizam para conhecimento e comunicação. E a arte em forma de música e/ou vídeo onde se faz o download ao invés de se comprar um disco, a divulgação do trabalho e da cultura de uma região é feita instantaneamente e reutilizada por cidadão em locais distintos.

Referências:

http://www.grupoa.com.br

http://www.modle.ufba.br

turma7e20092.bligoo.com

joaquimpel4.blogspot.com.br

Lévy, Pierre. Cibercultura; tradução de Carlos Irineu da Costa – São Paulo. Ed 34, 1999, 264p (Coleção TRANS)

Cibercultura – O que muda na educação, Um Salto para o Futuro . Ministério da Educação – Brasil